"Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.
Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.
Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem."
O que você nunca vai saber
domingo, 31 de outubro de 2010
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Andrea
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domingo, 14 de março de 2010
Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
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Andrea
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18:35
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
(Clarice Lispector)
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Andrea
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19:04
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Preciso demais desabafar
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Por que será que por mais que a gente erre continuamos insistindo no mesmo erro ? Anos se passam, as pessoas mudam e eu continuo na mesma. Tenho o péssimo hábito de acreditar que posso confiar nas pessoas da mesma forma que elas podem confiar em mim. Já me provaram ao contrário por vezes...não é porque eu tenho consideração pelas pessoas que elas vão ter consideração por mim, não é pelo fato de lembrar delas que serei lembrada, não é por amar que serei amada. O ruim é quando nos deparamos com essas situações com as pessoas em quem mais confiamos. Os velhos e queridos amigos fazem novos amigos, e talvez eles sejam mais legais do que você, não sei...É muito ruim depender de qualquer pessoa, eu simplesmente odeio essa fato, mas a cada dia que passa vejo o quanto sou dependente desses amigos e do quanto isso me afeta. Amigos namoram, tem a vida deles, conhecem novas pessoas, nem sempre VOCÊ vai estar incluído nos planos, e é bom estar preparado para isso. Vai ver eles nem fazem isso por maldade, afinal são seus amigos, mas ainda assim eles fazem e nessa hora que você nota que talvez esteja na hora de seguir um novo rumo. Manter novos contatos, conhecer lugares e gente nova é extremamente necessário. Tudo podia ser simples assim, pena que nunca estamos realmente preparados para quando essas situações podem ocorrer. É um choque. Mas no fundo sei que a culpa deve ser muito minha mesma. Ninguém é igual, não devo ter atitudes esperando que alguém vá retribuir da mesma forma. Eu é que não deveria ser tão dependente. Talvez ainda não tenha me acostumado a não fazer parte do círculo de amizade, isso dói, e dói muito. Vai ver é tudo culpa da minha carência que não me deixa em paz. Depois isso passa, sempre passa. Tudo é superável. Só que ainda não passou...fico muito triste de saber que sou esquecida, deixada de lado, o fato foi que eu teria lembrado deles, e em uma mesa cheia ninguém foi capaz de lembrar de mim, nem aquelas que se dizem as minhas melhores...É a vida, e realmente não é fácil. Pode ser que eu seja boba demais, ainda levo muita fé no lema de 'amigas pra sempre a qualquer hora em qualquer lugar', quem sabe esse num seja o grande erro. As pessoas crescem, amadurecem e passam a ter outras prioridades e talvez eu não esteja incluida nelas. Ainda penso nos meus amigos da mesma forma de quando tinha 12 anos: muito importantes, necessários e inesquecíveis. O problema é que já temos 20 e a menina de 12 deve estar na lembrança delas. To magoada sim, não culpo ninguém, ok, só um pouco, rs. Mas muito mais a mim por esperar demais das pessoas. Pessoas não são boas, aprenda isso de uma vez. Mas o tempo passa, até mesmo para mim...
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Andrea
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18:48
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